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Zinco

No solo:

Encontra-se nos minerais, fixado na forma de enxofre. Comparado ao Cu, é mais móvel porque seu sulfeto é mais solúvel.

O teor médio de Zn no solo é entre 10 e 300 ppm.

A adsorção do Zn ocorre nos locais de mudança dos minerais argilosos e no complexo biológico da planta. Foi estudado que aproximadamente 60% do Zn solúvel ocorre na forma de complexos

orgânicos associados com os aminoácidos e os ácidos húmicos.

A solubilidade do Zn no solo e dos seus minerais é máxima em pH 4; reduzindo significativamente em condições neutras e sendo mínima nas alcalinas.

O P induz a deficiência de Zn em muitos solos, devido à formação de fosfatos de zinco, responsáveis pela deficiência.

Na planta:

A mobilidade do Zn na planta é baixa; tende a acumular-se nas raízes, mas a mobilidade para os tecidos jovens é deficiente.

São produzidas interações importantes entre o Zn e o Fe, assim como o Zn e o P, que podem afetar o transporte de Zn. Nas plantas com deficiências de Zn, foram detectados altos níveis de Fe e P; e, em particular, o Fe é um concorrente claro do Zn para a combinação com os agentes quelatantes.

Além disso, o Cu pode afetar significativamente a absorção do Zn, já que ambos os elementos competem pelos mesmos locais de absorção da planta.

Fisiologia do Zn:

Tem uma função enzimática semelhante à do Mn e Mg.

É também um constituinte essencial de várias desidrogenases, como as do ácido lático e ácido glutâmico.

O Zn participa da formação do RNA, demonstrando baixos níveis desse nucleotídeo em condições deficientes. Também está envolvido na formação proteica, na síntese dos aminoácidos e na redução dos nitratos.

Vale ressaltar a função de Zn no metabolismo das auxinas, uma vez que está relacionado com a regulação da síntese de triptofano, um precursor do ácido indolacético. Demonstrou-se que os baixos níveis de Zn coincidem com baixos níveis de AIA, inclusive com aplicações posteriores de Zn, os níveis deste foram corrigidos.

O Zn na nutrição e fertilização das culturas:

A deficiência do Zn é muito disseminada, e está entre aquelas com maior incidência nos rendimentos.

Entre os principais fatores capazes de gerar as deficiências, geralmente não são os baixos níveis de Zn no solo, mas condições que não são propensas à sua assimilação; dentre os quais destacam-se um pH maior que 7 e alto teor de carbonato de cálcio, ou terras calcárias.

Destaca-se também a correlação entre as baixas temperaturas no solo e uma baixa absorção do Zn nas plantas como o tomate.

Altos níveis de radiação solar contribuem, para a eliminação dos sintomas de deficiências.

Foi demonstrado que a presença de quelatos no solo, como resultado da decomposição da matéria orgânica e da exsudação radicular, contribui para a manutenção de bons níveis de Zn na planta.

O Ca atua aqui como um concorrente do Zn; movendo-o.

Conclusão sobre as condições de deficiências em Zn:

  • Baixos níveis no solo.
  • Solos calcários, diatomáceas…
  • Baixas concentrações em húmicos.
  • Áreas frías.

Em condições de má formação radicular atribuída a solos compactos, mal arejados etc., recomenda-se a aplicação de Zn, ou a aplicação de técnicas que contribuam para a correção dos mesmos.
Detecção das deficiências: logicamente, os sintomas foliares ou a análise foliar, se a deficiência não for grave, mas existir. Vale ressaltar que os teores foliares de Zn abaixo de 20-25 ppm são baixos, sendo deficientes claramente abaixo de 10 na maçã, nos citrinos, no milho, no tomate, na alfafa e na soja.

Deficiências de Zn:

As principais culturas em que foram detectadas deficiências de Zn são os citrinos, o milho e as árvores de fruto.

No geral, todos coincidem com clorose internervial, redução do tamanho das folhas e más-formações.

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