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Ácido algínico

O ácido algínico é um polissacarídeo estrutural presente naturalmente nas paredes celulares das algas pardas; com uma função equivalente à da celulose nas plantas terrestres.

O encontramos nas algas pardas da família Phaeophyceae, mas apenas algumas delas contêm uma quantidade interessante de algina; estes são os gêneros Ascopyllum, Macrocystis, Laminaria, Fucus e Cystoseira, com uma quantidade de ácido algínico que pode atingir 40% do seu extrato seco.

A sua estrutura biomolecular lhe confere propriedades importantes. Apesar de serem insolúveis na água, (nem mesmo os sais dos metais di e polivalentes, com exceção do sal de magnésio), os alginatos na forma de sais alcalinos são solúveis na água, e fornecem soluções coloidais.

O uso das algas marinhas como bioestimulantes tem se tornado cada vez mais importante, baseado em grande parte pelo seu conteúdo algínico, dadas suas aplicações como:

  • Germinação de sementes.
  • Melhor desenvolvimento da cultura em todas as suas etapas.
  • Alta resistência ao stress abiótico e biótico.
  • Maior conservação pós-colheita.

Destaca-se a reconhecida estimulação que o alginato realiza nas respostas de defesa a determinados patógenos que induzem a codificação dos genes de resposta. De fato, os polissacarídeos presentes nos extratos de algas marinhas são eficientes indutores de defesa de plantas contra as doenças as plantas.

No solo, os sais de ácido algínico se combinam com íons metálicos para formar complexos de alto peso molecular que absorvem a umidade, retêm umidade e melhoram a estrutura; estimulando o crescimento do sistema radicular e a atividade microbiana do solo.

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